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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

A origem do Adeste Fideles


Dizia Santo Agostinho que o amor nos faz cantar de alegria.

Imbuídos de espírito cristão e da alegria pelo nascimento de Deus que Se fez homem para nos resgatar e abrir-nos as portas do Céu, a piedade leva-nos a cantar nas igrejas, nas ruas e nas casas, músicas admiráveis de candura e beleza.

Uma destas músicas de Natal muito conhecida é o Adeste Fideles, cuja origem é muito controversa.

Para alguns, apesar de muitos estudiosos discordarem, o manuscrito mais antigo desta música teve a assinatura de D. João IV, conhecido como o Restaurador, pela reconquista da independência de Portugal, na época dominado pela Espanha de Felipe II. Este rei era compositor amador, cujas obras teriam desaparecido no terremoto de Lisboa de 1755. Para além do Adeste Fideles, D. João IV teria composto o Crux Fidelis, hino cantado na Sexta-feira Santa, durante a Adoração da Santa Cruz.

Para alguns historiadores, o texto foi retirado de um livro litúrgico cisterciense do século XV ou XVI.

A canção teria sido obra de John Francis Wade um organista católico do século XVIII, que viveu numa comunidade católica inglesa, exilada em França, após o fracasso do levante ou revolta jacobita de 1745, que visava restaurar um monarca católico no trono da Inglaterra, da Casa de Stuart.

Outros atribuem-na a Dom Jean-François-Étienne Borderies, feroz opositor à Constituição Civil do Clero, que exigia dos sacerdotes um juramento à Constituição Civil, que interferia na vida, organização e poder da Igreja Católica, durante a Revolução Francesa, tendo por isso sido obrigado a refugiar-se na Inglaterra. Posteriormente, foi nomeado Bispo de Versalhes.

Finalmente, o “Portuguese Hymn”, “Hino Português”, assim ficou conhecido o Adeste Fideles em várias publicações inglesas, porque esta composição era cantada na capela da Embaixada de Portugal em Londres, que até à legalização do culto católico na Inglaterra, com a promulgação do Roman Catholic Relief Act de 1829, era um dos únicos locais em que ele podia ser celebrado em território britânico. Vincent Novello, que foi Organista da Capela Portuguesa, publicou em 1811 uma coletânea intitulada “A Collection of Sacred Music, as Performed at the Royal Portuguese Chapel in London” onde aparecia o “Adeste fideles”, tendo sido por isso o grande propagador da música entre os católicos de todo o mundo. Na obra de Novello, atribui-se a autoria da música a John Reading, protestante, organista do Winchester College.

A música espalhou-se de tal maneira, que na Escócia, Robert Menzies, um missionário do século XVIII, relatou que a canção “rapidamente se tornou moda em [Edimburgo]; meninos assobiavam em todas as ruas; até foi dito que os melros da praça juntavam-se ao coro!”.


Mais tarde, o Adeste Fideles foi incluído, numa versão “pseudo-gregoriana”, no próprio “Liber Usualis” editado na sequência da reforma litúrgica de São Pio X, no início do século XX.

Na versão atual, a letra é composta de oito versos em latim. Os quatro primeiros versos foram, provavelmente, compilados por John Wade em 1740-43; Dom Jean-François-Étienne Borderies teria acrescentado três em 1822, e o último, datado de 1850 de um autor desconhecido é cantado apenas na celebração da Epifania.


Segue abaixo a letra em latim:

1. Adeste Fideles laeti triumphantes,
Venite, venite in Bethlehem.
Natum videte, Regem Angelorum;

Refrão:

Venite adoremus,
venite adoremus,
venite adoremos Dominum!

2. Deum de Deo, lumen de lumine,
gestant puellae viscera.
Deum verum, genitum non factum; (refrão)

3. Cantet nunc io chorus Angelorum
cantet nunc aula caelestium:
Gloria in excelsis Deo!

4. Ergo qui natus, die hodierna,
Jesu, tibi sit gloria.
Patris aeterni Verbum caro factum;

5. En grege relicto, Humiles ad cunas,
vocati pastores approperant.
Et nos ovanti gradu festinemus;

6. Aeterni Parentis splendorem aeternum,
velatum sub carne videbimus.
Deum infantem, pannis involutum;

7. Pro nobis egenum et foeno cubantem,
piis foveamus amplexibus.
Sic nos anamtem quis non redamaret?

8. Stella duce, Magi, Christum adorantes,
aurum, thus, et myrrham dant munera.
Jesu infanti corda praebeamus;

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Que 2024 seja um ano cheio de Deus!


Usando as palavras de Santa Teresa de Avila, desejo a todos um 2024 cheio de Deus.

Não peçamos que os problemas não apareçam, mas que, quando os tivermos, "NADA NOS PERTURBE".

Diante das adversidades deste novo ano, “NADA NOS ESPANTE".

Não deixemos de recordar que nesta vida "TUDO PASSA".

Em 2024, tenha a certeza de que tudo superaremos, porque "DEUS NÃO MUDA".

Deus ama-nos sempre! Confiemos sempre n’Ele com serenidade, conscientes de que "A PACIÊNCIA TUDO ALCANÇA".

A nossa fortaleza será sempre o Senhor, pois "QUEM A DEUS TEM", tem tudo, e “NADA NOS FALTA".

Que este Novo Ano, vivamos convencidos de que "SÓ DEUS BASTA".

FELIZ E SANTO 2024!!

domingo, 31 de dezembro de 2023

As boas obras do pecador não são supérfluas, nem inúteis

 

Não tenhamos dúvidas, o pecado mata a alma. Ele não a destrói, porque é imortal por natureza. Mas, ao separá-la de Deus, tira-lhe a graça, princípio da vida sobrenatural, e dá-lhe um golpe de morte. Assim como a alma é a vida do corpo, Deus é a vida da alma. Separada a alma do corpo, este nada mais é do que um cadáver e rompida a união entre a alma e Deus, a alma morre. Aos olhos de Deus, nada mais é do que um cadáver.

Está é a obra do pecado, este é o crime do pecador! Quase que se poderia dizer que a pessoa comete o mais horrível dos suicídios, distanciando-Se de Deus, ela que foi redimida pelo preciosismo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas este também é o seu justo castigo. O pecador já não quer mais Deus, a Beleza, a Riqueza, a Fertilidade, a Vida, abandona-O, troca-O deliberadamente por um prazer fugaz ou para se satisfazer a si mesmo! Com isso, Deus retira todos os seus dons e assim, como um novo filho pródigo, o pecador desperdiça, longe de Deus, seu Pai, toda a sua fortuna.

Mas então já não há remédio para o pecador? Diante deste desastre já não há espaço para a Misericórdia divina?

Engana-se quem assim pense. Deus, que Se fez homem como nós, “não quer a morte eterna do pecador, mas que se converta e viva” (Cf. Ez 18, 23).

Como prova desta vontade misericordiosa, Deus primeiro dá-lhe o poder de praticar ações boas e santas por si só. Mais ainda, Ele ordena-as, porque o culpado não está isento das suas leis, permanece vinculado a todas as obrigações que compõem a vida cristã. Deve, portanto, rezar, obedecer aos seus superiores, mortificar-se, resistir às tentações, cumprir os deveres de piedade, de caridade ou de justiça. Às obras necessárias, ele é livre para acrescentar outras; e Deus exorta-o a fazê-lo com pensamentos cheios de clemência e bondade.

Alguns bons cristãos pensam que as boas obras do pecador são supérfluas. É verdade que são inúteis para o Céu, visto serem obras de um homem morto, portanto inúteis para conduzir a uma vida gloriosa.

 Mas, aqui na nossa terra, serão aqui sem mérito algum diante de Deus?

Não! E aqui está a segunda prova da misericórdia de Deus para com o homem que se tornou seu inimigo. As boas obras tocam o coração de Deus e dispõem-n’O ao perdão e tocam também o coração do pecador, preparando-o à sua conversão.

Bem sabemos que Deus não é obrigado a ouvir os culpados, mas sabemos que muitas vezes Ele deixa-Se tocar pelas orações sinceras, pela insistência, bem como pelas lágrimas, e concede ao infeliz pecador que Lhe implora graças para se distanciar do abismo e para se converter.

Portanto, neste começo de mais um ano, rezemos, não desanimemos, não nos cansemos, façamos penitência pelos nossos pecados e iniquidades, cumpramos fielmente todos os nossos deveres, imitemos o publicano do Evangelho e digamos muitas vezes como ele: “Senhor, tende piedade de mim, que sou pecador!” (Lc 18, 13). E lançando-nos aos pés do sacerdote, ministro da sua misericórdia, ouviremos aquelas doces palavras que restauram a vida e removem toda maldição: “Os teus pecados estão perdoados; vá em paz"

E Deus terá piedade de nós!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

A vocação dos presbíteros à perfeição


 

Nestes nossos tristes dias, em que os media, muitos cidadãos não praticantes do mundo inteiro e até membros do próprio clero denigram milhares de dedicados sacerdotes que procuram viver santamente e conduzir o povo de Deus rumo à felicidade eterna, ensinando-lhes o Evangelho, vale a pena recordar o que o “Decreto Presbyterorum Ordinis, sobre o Ministério e a vida dos sacerdotes” afirma sobre a união com Cristo, que os ministros de Deus devem ter:

“Pelo sacramento da Ordem, os presbíteros são configurados com Cristo Sacerdote, como ministros da cabeça, para a construção e edificação do seu corpo, que é a Igreja, enquanto cooperadores da Ordem episcopal. Já pela consagração do Batismo receberam com os restantes fiéis, o sinal e o dom de tão insigne vocação e graça para que, mesmo na fraqueza humana, possam e devam alcançar a perfeição, segundo a palavra do Senhor: «Sede, pois, perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt. 5, 48). Estão, porém, obrigados por especial razão a buscar essa mesma perfeição visto que, consagrados de modo particular a Deus pela receção da Ordem, se tornaram instrumentos vivos do sacerdócio eterno de Cristo, para poderem continuar pelos tempos fora a sua obra admirável, que restaurou com suprema eficácia a família de todos os homens. Fazendo todo o sacerdote, a seu modo, as vezes da própria pessoa de Cristo, de igual forma é enriquecido de graça especial para que, servindo todo o Povo de Deus e a porção que lhe foi confiada, possa alcançar de maneira conveniente a perfeição d'Aquele de quem faz as vezes, e cure a fraqueza humana da carne a santidade d'Aquele que por nós se fez pontífice «santo, inocente, impoluto, separado dos pecadores» (Heb 7,26).

“Cristo, que o Pai santificou ou consagrou e enviou ao mundo, «entre a Si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniquidade e adquirir um povo que Lhe fosse aceitável, zeloso do bem» (Tit 2,14), e assim, pela sua Paixão, entrou na glória. De igual modo os presbíteros, consagrados pela unção do Espírito Santo e enviados por Cristo, mortificam em si mesmos as obras da carne e dedicam-se totalmente ao serviço dos homens, e assim, pela santidade de que foram enriquecidos em Cristo, podem caminhar até ao estado de varão perfeito.

“Deste modo, exercendo o ministério do Espírito e da justiça, se forem dóceis ao Espírito de Cristo que os vivifica e guia, são robustecidos na vida espiritual. Pelos ritos sagrados de cada dia e por todo o seu ministério exercido em união com o Bispo e os outros sacerdotes, eles mesmos se dispõem à perfeição da própria vida. Por sua vez, a santidade dos presbíteros muito concorre para o desempenho frutuoso do seu ministério; ainda que a graça de Deus possa realizar a obra da salvação por ministros indignos, todavia, por lei ordinária, prefere Deus manifestar as suas maravilhas por meio daquelas que, dóceis ao impulso e direção do Espírito Santo, pela sua íntima união com Cristo e santidade de vida, podem dizer com o Apóstolo: «se vivo, já não sou eu, é Cristo que vive em mim, (Gal 2,20).

“Por isso, este sagrado Concílio, para atingir os seus fins pastorais de renovação interna da Igreja, difusão do Evangelho em todo o mundo e diálogo com os homens do nosso tempo, exorta veementemente todos os sacerdotes a que, empregando todos os meios recomendados pela Igreja, se esforcem por atingir cada vez maior santidade, pela qual se tornem instrumentos mais aptos para o serviço de todo o Povo de Deus”.

(Presbyterorum ordinis (vatican.va))

terça-feira, 19 de setembro de 2023

A conversão de dois sacerdotes apóstatas

Folheando uma publicação intitulada “Os Anais dos Advogados de São Pedro”, deparei-me com o testemunho de um sacerdote católico, publicado pela Catholic Review de Nova York, do ano de 1881, que narra como, depois de ter apostatado, foi reconduzido à Igreja, pela Misericórdia de Deus e uma graça especial da Providência, de uma maneira inteiramente inusitada. Eis a narrativa:

Por muitos anos fui sacerdote católico, mas por diversas razões - talvez até por ter entrado no estado clerical sem ter verdadeira vocação - renunciei ao ministério sagrado. Tendo o desejo de me unir a uma mulher em matrimónio, renunciei até à Fé católica e tornei-me protestante. Feita a profissão ao protestantismo fui chamado a oficiar na cidade X. Assim, conheci a filha de um comerciante protestante e o casamento deveria realizar-se depois de seis semanas.

Uma noite, encontrava-me em companhia do pastor protestante e de um jovem estudante de teologia na pérgula do jardim do ministro. Enquanto conversávamos, um jovem entrou apressado e pediu ao pastor que assistisse um moribundo.

-- Não poderia ir no meu lugar, irmão? Pediu-me o pastor. Entristece-me que o primeiro exercício do seu ministério entre nós, seja triste, mas não posso deixar os meus convidados.

Manifestei a minha prontidão e segui o mensageiro que, rapidamente, conduziu-me junto do leito de um homem, cujos dias sobre a terra estavam evidentemente contados.

-- Sou o novo predicador e estou aqui no lugar do pastor, que agora está ocupado, disse ao moribundo, cuja fisionomia estava muito pálida.

Ele balançou tristemente a cabeça e respondeu:

-- Há aqui um equívoco! Eu pedi um sacerdote católico!

-- Mas, o senhor não é membro da igreja evangélica? Perguntei-lhe, surpreso.

-- Sim, sim! Interrompeu-me. Mas eu quero morrer católico.

-- Mas como é isto? Repliquei-lhe. O senhor não acredita no Redentor, que morreu por nós na Cruz? Se acreditar firmemente n’Ele e colocar toda a sua confiança n’Ele, certamente, Ele será para o senhor um juiz misericordioso.

O doente esboçou um sorriso amargo. E respondeu:

-- Só a fé não me basta. Eu quero confessar-me e receber a absolvição. Eu fui um padre católico. Abandonei a minha fé e fiz-me protestante. Eu sei que só a fé não basta, mas parece que o Céu me recusa esta última graça de poder confessar-me com um sacerdote e receber a absolvição.

Deu um grande suspiro e as lágrimas correram-lhe pela pálida face.

Não consigo exprimir o que senti naquele momento. Que encontro! Um padre apóstata num leito e um outro sacerdote caído ao seu lado. O estado do pobre doente era tal que não havia tempo a perder.

- Se era sacerdote católico sabe que em caso de morte todo padre tem plenos poderes. Também eu fui sacerdote, mas, como o senhor, apostatei e tornei-me protestante. Como vê, tenho a faculdade de ouvir a sua confissão e dar-lhe a absolvição.

O pobre homem olhava-me maravilhado e quando ouviu o que acabara de lhe dizer a sua face ganhou cor e vida. Segurou a minha mão e confessou-se com lágrimas de sincero arrependimento. Rezou a penitência que lhe tinha indicado e alguns poucos minutos depois, diante de mim, faleceu.

Não procurarei escrever o que senti naquele momento. Aquele encontro não era um aviso do Céu para mim?

A minha fisionomia tornou-se quase tão pálida, quanto a do cadáver. Fixei os olhos com o olhar imóvel e sobre os lábios que ficaram silenciosos para sempre.

Coloquei as minhas mãos sobre as do morto e prometi a Deus que iria mudar de vida. Pareceu-me vislumbrar o fundo do abismo que estava diante de mim e no qual estava deslizando loucamente.

Tomei a resolução de nem sequer voltar para a casa do pastor. Renunciei à condição de predicador e pedi para a minha noiva esquecer-se de mim. Parto, disse-lhe, agora mesmo para um Mosteiro Trapista, a fim de expiar as minhas culpas com penitências. Que o Céu tenha pena de mim!



terça-feira, 2 de maio de 2023

Maggio, mese di Maria, mese di grazie

 

All’inizio del mese di Maria, in una lettera al suo padre spirituale, Padre Agostino, scritta il l° maggio 1912, Padre Pio manifesta la sua profonda devozione e amore alla Mamma celeste:

Babbo carissimo,

Oh! Le joli mois que le mois de mai! C'est le plus beau de l'année.

Sì, padre mio, questo mese come predica bene le dolcezze e la bellezza di Maria! La mia mente nel pensare agl'innumerevoli benefici che ha fatto a me questa cara mammina mi vergogno di me stesso, non avendo guardato mai abbastanza con amore il di lei cuore e la di lei mano, che con tanta bontà me li compartiva; e quel che più mi dà afflizione è di aver ricambiato le cure affettuose di questa nostra madre con tanti continui disgusti.

Quante volte ho confidato a questa madre le penose ansie del mio cuore agitato! E quante volte mi ha consolato! Ma la mia riconoscenza quale fu?... Nelle maggiori afflizioni mi sembra di non aver più madre sulla terra; ma di averne una molto pietosa nel cielo. Ma quante volte il mio cuore fu calmo, tutto quasi dimenticai; dimenticai quasi perfino i doveri di gratitudine verso questa benedetta mammina celeste! Il mese di maggio per me è il mese di grazie, e quest'anno spero di riceverne due sole. La prima vorrei che mi prendesse con sé oppure, anche vivendo, essere cambiate per me in amarezze tutte le consolazioni della terra, purché non mi faccia più vedere quelle facce patibolari di quei...

L'altra grazia che desidero è che mi faccia ... voi mi capite, padre mio.

Quest'ultima grazia non ardisco più chiedergliela, perché se ne dispiace e mi nasconderebbe di bel nuovo il suo bel viso, come fece altre volte.

Povera Mammina, quanto bene mi vuole. L'ho constatato di bel nuovo allo spuntare di questo bel mese. Con quanta cura mi ha Ella accompagnato all'altare questa mattina. Mi è sembrato ch'Ella non avesse altro a pensare se non a me solo col riempirmi il cuore tutto di santi affetti.

Un fuoco misterioso sentivo dalla parte del cuore, che non ho potuto capire. Sentivo il bisogno di applicarci del ghiaccio per estinguere questo fuoco che mi va consumando.

Vorrei avere una voce si forte per invitare i peccatori di tutto il mondo ad amare la Madonna. Ma poiché ciò non è in mio potere, ho pregato, e pregherò il mio angiolino a compiere per me questo ufficio.

Il demonio seguita a terrorizzarmi; e dietro che voi scriveste che forse alla metà del mese corrente ci rivedremo, mi va intimorendo col dire che mi deve distruggere. Glielo permetterà Gesù? O babbo mio, son pronto a tutto: ma spero che Gesù non gli darà questo permesso.

Scrivendo al padre provinciale siete pregato di fare le mie scuse se non gli scrivo spesso, come è mio dovere, poiché Dio sa quanto mi costa lo scrivere un po'!

Ho ricevuto l'elemosina delle messe e grazie infinite ve ne rendo. La pioggia ha ridato o no la gioia, almeno in parte ai poveri pugliesi, non è vero?

Pregate per me e benedite spesso il vostro povero discepolo,

fra Pio.

Alla vostra dimanda riguardante il francese, rispondo con Geremia: "A, a, a ... nescio loqui" (Non so parlare).

Padre Pio, Epistolario I, pp. 275 - 276

sábado, 25 de março de 2023

Sofrimento e união com Deus


 

A alma pode unir-se a Deus pela oração. Pode unir-se também pelo trabalho. Mas, o sofrimento aceito, tendo em vista a glória divina, o padecimento oferecido ao Senhor, une muito mais intimamente a alma a Deus.

Um sofrimento assim é a melhor de todas as orações e o mais frutuoso de todos os trabalhos (Padre Henri Ramière, apóstolo do Sagrado Coração de Jesus e fundador do Apostolado da Oração).

O necessário julgamento dos crimes praticados pela ideologia comunista

 


China, Rússia, Coreia do Norte ... Venezuela, Nicarágua...

A ameaça dos governos de ideologia comunista, autoritários, antidemocráticos, ateus, que aprisiona quem manifesta opiniões contrárias ao regime, que quer controlar plenamente a vida dos cidadãos e que não hesitam em provocar guerras e a morte de milhares de pessoas, exige uma postura firme da opinião pública mundial.

Em 1945 e 1946, após o término da II Guerra Mundial, alguns dos responsáveis pelos crimes cometidos durante o período nazista foram levados a julgamento na cidade alemã de Nuremberg. Juízes das Forças Aliadas (Grã-Bretanha, França, União Soviética e Estados Unidos) presidiram os interrogatórios de 22 dos principais criminosos nazistas.

Doze deles receberam a pena de morte. A maioria dos acusados assumiu os crimes de que eram acusados, porém muitos alegaram que estavam "apenas seguindo ordens de autoridades superiores". Aqueles envolvidos diretamente nos assassinatos receberam as sentenças mais severas, mas outros indivíduos que desempenharam papéis importantes no regime, incluindo oficiais do alto escalão do governo nazista e executivos que usaram prisioneiros dos campos de concentração para trabalho escravo, foram condenados a curtos períodos de detenção ou não receberam nenhuma pena.

Os julgamentos de nazistas continuaram acontecendo na Alemanha e em muitos outros países. Os depoimentos de centenas de testemunhas, muitas delas sobreviventes das suas atrocidades, foram transmitidos e escutados em todo o mundo.

Para não sermos taxados no futuro de coniventes, devemos exigir que seja instaurado um processo do Comunismo numa Corte Internacional, a fim de que os povos não sejam usados, enganados e submetidos, como escravos, por políticos defensores de uma ideologia assassina.

Tanto a União Soviética, comunista, como a Alemanha, nazista, ocuparam e subjugaram países inteiros e soberanos. Em cada um desses territórios o método foi o mesmo: repressão, extermínio da elite e deportação de centenas de milhares para o interior dos países, para o exílio e para os campos de concentração, de trabalhos forçados. As políticas de ocupação da Alemanha e da URSS entre 1939 a 1941 foram muito parecidas e devem ser comparadas, para mostrar à opinião pública a especificidade de cada uma destas ideologias e demonstrar o funcionamento dos dois regimes totalitários: comunismo e nazismo.

É claro que os países referidos no começo deste artigo nunca colaborarão, mas a verdade precisa ser conhecida, os cidadãos precisam pronunciar-se, dar o seu testemunho, contarem o que viveram, para nunca mais termos no poder pessoas que reivindiquem uma ideologia que esteve na origem da morte de 100 milhões de pessoas em todo o mundo.

Enquanto não houver uma condenação do comunismo, assistiremos o renascer de novos ditadores que se orientam por esta ideologia ou de vermos o aparecimento de regimes saudosos da União Soviética, como o de Moscovo.

Em 2010, depois do fracasso do comunismo, a queda do muro de Berlim e da União Soviética, numa entrevista à revista francesa Paris Match, o ex-presidente russo Dimitri Medvedev afirmava: “Não quereria, em nenhum momento, regressar ao que se vivia na URSS".

Treze anos depois Medvedev parece ter mudado de opinião.

No passado dia 23 de março, como vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, num vídeo postado no seu canal do Telegram, Medvedev convidou os companheiros a ouvirem e lembrarem-se das palavras de Stalin, o ditador que mandou matar à fome entre 1,8 e 12 milhões de ucranianos, chamado por ele de “Generalíssimo”. Como bem sabem, comentou, os resultados de tais declarações foram impressionantes e, se não tivesse sido assim, é fácil de se imaginar o que teria acontecido.

E reproduziu as palavras de Stalin, pronunciadas no dia 17 de setembro de 1941, poucos meses após a invasão nazi da União Soviética, que visava acelerar a produção de armamentos: “Peço-vos que cumprais de maneira honesta e dentro dos prazos os pedidos de fornecimento de cascos de tanques para a fábrica de tratores de Chelyabinsk. Agora peço e espero que cumprais o vosso dever perante a pátria. Dentro de alguns dias, se for provado que infringistes o vosso dever para com a pátria, começarei a aniquilar-vos como criminosos que menosprezeis a honra e os interesses da vossa pátria. Não se pode permitir que os nossos soldados sofram na frente de batalha por causa de uma escassez de tanques, enquanto na retaguarda se tarda e vagueia”, acrescentou.

Estamos a assistir passivamente ao renascer da União Soviética? Será que a geração mais nova de russos, chineses, coreanos do norte, etc., pensam da mesma maneira e sonham com o “paraíso comunista” que desabou em 1989, mostrando a pobreza extrema, medo, terrível repressão e falta de liberdade, no qual viviam milhões de pessoas?

Para que todos possamos conhecer a verdade, esperamos por uma Nuremberg do comunismo!

sexta-feira, 24 de março de 2023

Não me repelis Senhor! Quero receber-Vos no meu coração!

 

A Quaresma é o tempo propício para a conversão.

 Antes de aproximar-me da mesa da Sagrada Comunhão, reconheço as minhas misérias e faço minhas as palavras da Liturgia de São João Crisóstomo: "Senhor, eu não sou digno que entreis debaixo do teto maculado da minha alma”.

Contudo, como Vos dignastes descer num estábulo e descansar na manjedoura dos animais; entrar na casa de Simão, o leproso, e receber a Vossos pés uma pecadora parecida comigo, dignai-Vos entrar no estábulo da minha alma e neste corpo conspurcado pelo pecado e, em certo sentido, morto e leproso.

E como não rejeitastes a boca impura da pecadora, que osculou os Vossos pés sagrados, assim, Senhor meu Deus, não repelis também esse pecador. Mas, na Vossa misericórdia e bondade, dignai-Vos admitir-me à Comunhão do Vosso Preciosíssimo Corpo e Sangue.