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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Nosso Senhor Jesus Cristo de um crucifixo fala com São Camilo de Lellis



No dia 14 de julho, celebramos São Camilo de Lellis. Nascido em Bucchianico a 25 de maio de 1550 e falecido em Roma a 14 de julho de 1614, Camilo de Lélis é a figura histórica indissociavelmente ligada à cruz vermelha que obteve autorização do Papa Sisto V para coser no seu hábito religioso, em 1586.

Segundo o seu primeiro biógrafo, o Padre Sanzio Cicatelli, o uso da cruz no peito servia três propósitos: distinguir o grupo dos jesuítas, simbolizar a total dedicação e entrega como "escravos" ao serviço dos doentes pobres, e lembrar que se tratava de uma vocação de sacrifício, sofrimento e abnegação.

A conversão de Camilo ocorreu em 1575. Inicialmente, tentou ingressar nos Capuchinhos, mas foi rejeitado por duas vezes devido a uma ferida crónica na perna, sofrida durante o seu passado militar. Foi precisamente enquanto recuperava no hospital romano de São Tiago que teve a intuição de fundar os "Servos dos Enfermos" (hoje conhecidos como Camilianos), unindo a disciplina militar à caridade cristã. 

Os membros da congregação faziam quatro votos: obediência, pobreza, castidade e o serviço aos doentes.

Camilo é considerado o maior reformador da profissão de enfermagem e da organização da assistência hospitalar. Numa época em que os doentes eram frequentemente abandonados à própria sorte nos hospitais, Camilo introduziu a visão revolucionária de que quem cuida de um doente deve tratar tanto do corpo como do espírito. Homem prático, dotado de um profundo bom senso, de uma doçura paternal e de uma enorme capacidade de discernimento, o seu legado assentou em diretrizes simples mas profundamente humanizadoras para a saúde.

Um dos factos mais extraordinários e "maravilhosos" da vida de São Camilo de Lélis é o episódio do Crucifixo que falou com o santo e encorajou-o numa fase de grande provação.

Aconteceu no ano de 1584, quando Camilo tentava fundar a sua associação para cuidar dos doentes (os futuros Camilianos). Ele enfrentava uma oposição feroz, incompreensão e graves dificuldades financeiras. Desanimado e atormentado por dúvidas sobre se aquela obra era realmente a vontade de Deus ou apenas vaidade pessoal, Camilo retirou-se para a capela do Hospital de São Tiago, em Roma, para rezar diante de um crucifixo de madeira.

Enquanto chorava e pedia orientação, a imagem de Jesus no crucifixo ganhou vida: despregou os braços da cruz, estendeu as mãos na sua direção e disse-lhe claramente:

"Não te aflijas, cobarde! Continua a tua obra, porque esta não é uma obra tua, mas sim minha, e eu hei de ajudar-te."

Este prodígio transformou por completo o coração de Camilo. Com a certeza absoluta de que o próprio Cristo sustentava a sua missão, ganhou uma força inabalável para superar todos os obstáculos e revolucionar a assistência hospitalar.

Este mesmo crucifixo milagroso foi preservado e encontra-se hoje na Igreja de Santa Maria Madalena, em Roma, onde o corpo de São Camilo está sepultado.

Imagem da presença sacrossanta de Nossa Senhora de Fátima



Esta imagem é a imagem da presença sacrossanta de Nossa Senhora. É uma imagem que não curou ninguém, mas que falou pela expressão prodigiosamente.

O que essa expressão dizia o tempo inteiro a todos nós?

“Vossa Mãe está aqui, vossa Rainha está aqui”.

Há uma presença de Nossa Senhora nesta imagem que indica: Nossa Senhora está aqui, Ela quis vir e estar no meio de vós e quis vos fazer sentir a presença dEla por esta prodigiosa e contínua variedade de jogos fisionômicos a que a imagem deu origem durante os numerosos dias em que Ela esteve aqui.

Isto não quer dizer que a imagem quis indicar que Nossa Senhora estaria conosco durante a tempestade? 

Teria sentido Ela vir aqui antes da tempestade e sair e nos deixar sozinhos expostos à tempestade?

Não é uma promessa de permanência dela conosco durante a tempestade, e não será esta a mensagem da imagem?

“Estarei convosco. Eu quis vir visitar-vos antes da luta para vos indicar que estarei convosco na luta, que Eu vos darei forças, que Eu darei ânimo, que Eu farei acontecer - Eu também - coisas imprevisíveis”.

Plinio Corrêa de Oliveira

Você conhece a história da cidade americana chamada Ave Maria?



À primeira vista, pode parecer apenas mais uma pequena cidade dos Estados Unidos. No entanto, Ave Maria é muito mais do que isso. É um lugar que nasceu de um ideal profundamente católico: criar uma comunidade onde a fé não fosse apenas uma prática privada, mas também a inspiração da vida quotidiana, da educação, da cultura e da própria organização da cidade.

Situada no sudoeste do estado da Flórida, no condado de Collier, perto de Naples, Ave Maria começou a ser construída em 2005 e foi oficialmente inaugurada em 2007. Não surgiu por acaso, mas graças à visão de um homem que decidiu colocar a sua fortuna ao serviço da Igreja Católica.

Esse homem foi Tom Monaghan, fundador da conhecida cadeia de pizzarias Domino's Pizza. Depois de vender a sua participação na empresa,

Monaghan decidiu dedicar a sua vida e os seus recursos à evangelização e à promoção da cultura católica. O seu maior sonho era fundar uma universidade autenticamente católica, totalmente fiel ao Magistério da Igreja, onde a fé e a razão caminhassem lado a lado.

Como não encontrou no Michigan as condições necessárias para concretizar esse projeto, uniu esforços com a empresa Barron Collier Companies e iniciou uma obra verdadeiramente extraordinária: construir uma cidade inteira a partir do zero, em antigos campos de cultivo de tomate.

Assim nasceu Ave Maria, uma cidade edificada em torno da Ave Maria University, que se instalou no seu campus definitivo em 2007 e se tornou o coração intelectual, espiritual e cultural da comunidade. A universidade procura formar profissionais competentes, mas, acima de tudo, homens e mulheres profundamente enraizados na fé católica e preparados para servir a sociedade segundo os princípios do Evangelho.

No centro da cidade ergue-se o seu símbolo mais marcante: a Igreja Católica de Ave Maria. Construída em aço e pedra, com uma arquitetura inspirada na herança de Frank Lloyd Wright, domina toda a paisagem urbana. Mais do que um edifício impressionante, é um testemunho visível de que Cristo ocupa o lugar central da vida da comunidade. Tudo parece convergir para a igreja, recordando que Deus deve estar no centro da existência humana.

Embora Ave Maria tenha sido concebida com uma identidade claramente católica, trata-se de uma comunidade civil aberta a todos. Qualquer pessoa pode ali viver, adquirir uma casa ou desenvolver um negócio. Ainda assim, a presença da fé é evidente no ambiente familiar, nas celebrações litúrgicas, na vida universitária e no espírito comunitário que caracteriza a cidade.

Num tempo em que tantas sociedades parecem afastar-se das suas raízes cristãs, Ave Maria apresenta-se como um exemplo inspirador de que é possível construir uma comunidade onde os valores do Evangelho moldam a vida social, educativa e cultural. Não se trata de criar um lugar fechado sobre si mesmo, mas de demonstrar que a fé católica pode inspirar uma sociedade mais humana, mais solidária e mais orientada para Deus.

O próprio nome da cidade constitui uma profissão de fé. A saudação do Anjo à Virgem Maria — "Ave, Maria, cheia de graça" — tornou-se o nome de uma comunidade que procura recordar ao mundo que a civilização cristã floresce quando Deus e Nossa Senhora ocupam um lugar de honra no coração das pessoas.

Ave Maria é, por isso, muito mais do que uma cidade americana. É um sinal de esperança e um testemunho de que ainda hoje existem homens e mulheres dispostos a investir os seus talentos e os seus bens na construção de uma sociedade inspirada pelos valores perenes da Igreja Católica. É uma prova concreta de que a fé, quando vivida com autenticidade, não transforma apenas as pessoas: pode transformar uma cidade inteira.