O cristianismo não é uma coisa do passado, vivido como se olhássemos sempre para trás, para os tempos evangélicos, mas sempre novo, pois está marcado pela presença constante de Jesus Cristo, que está no meio de nós, e que é de hoje, ontem, amanhã e toda a eternidade. Na história da humanidade, encontramos “pegadas” de Deus. Este blogue procura, humildemente, mostrar alguma delas.
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sexta-feira, 17 de julho de 2026
Jesus, o "Líder de Seita": O Alvo Final da Cruzada Antisseitas
Num artigo escrito por Massimo Introvigne para a revista digital "Bitter Winter", órgão de informação especializado em liberdade religiosa e direitos humanos, o sociólogo italiano expõe como as campanhas "antisseitas" estão a deixar de visar apenas grupos minoritários para atacarem diretamente as religiões tradicionais e, em última análise, a própria figura de Jesus Cristo.
Introvigne começa por notar que muitos líderes católicos e evangélicos (nomeadamente em França) toleram ou apoiam a perseguição a "seitas" sob o pretexto de combater a "manipulação" ou o "tráfico de seres humanos", acreditando estarem a salvo. Contudo, o autor demonstra que esta posição se tornou insustentável perante a atual realidade global: na Austrália e nos EUA, as acusações de "controlo coercivo" e "trabalho forçado" começaram a ser aplicadas a igrejas batistas, pentecostais e até a congregações católicas.
O expoente máximo desta tendência é o recente livro The Savior Complex (2026), da polémica ativista antisseitas Be Scofield. Na obra, Scofield recorre aos modelos clássicos das teorias antisseitas para classificar o cristianismo como "um sistema de controlo" e rotular Jesus Cristo como o "líder de seita" por excelência, comparando-o a Charles Manson.
Segundo a tese de Scofield analisada por Introvigne, Jesus utilizou táticas típicas de seitas:
Isolamento e desgaste: Afastou os discípulos das suas famílias, privou-os de sono e esgotou-os com viagens constantes para lhes moldar a identidade.
Exploração: Praticou "tráfico de seres humanos" ao explorar o trabalho não remunerado de homens e mulheres.
Controlo emocional: Ensinamentos como a não-violência, o desapego material e o amor ao próximo são descritos por Scofield como ferramentas de "controlo coercivo" destinadas a manter os seguidores dependentes e submissos, comparando a promessa de salvação de Jesus a um esquema de extorsão mafioso.
Scofield estende ainda a acusação ao judaísmo antigo, ao Apóstolo Paulo e aos Padres da Igreja, aplicando-lhes o conhecido "Modelo BITE" (de controlo comportamental, de informação, de pensamento e de emoção) desenvolvido pelo desprogramador Steven Hassan.
Introvigne associa o livro de Scofield a outras obras académicas recentes (como a do professor Stephen Kent, de 2025) que patologizam as figuras bíblicas, classificando o profeta Ezequiel, São Paulo ou Maomé como "mentes perturbadas", esquizofrénicas ou epiléticas.
O autor conclui com um sério aviso aos líderes das religiões tradicionais: a ideia de que a cruzada antisseitas serve para proteger a sociedade é uma ilusão. O objetivo final destes movimentos não é apenas travar as minorias religiosas, mas sim desmantelar e criminalizar os próprios alicerces do cristianismo e de qualquer religião estruturada.
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