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sábado, 14 de março de 2026

O amor à Igreja faz crescer a determinação para praticar o bem e para recusar o mal


O amor a Deus é a fonte de todas as virtudes. Quem ama se salva, porque depois praticará os Mandamentos e cultivará as melhores qualidades morais. Quem não ama, se perde, porque cortou com a raiz de todos os valores da piedade.

 

Quantas e quantas vezes tenho ouvido lamentações de pessoas que apresentam dificuldades em tocar a vida espiritual, em perseverar na prática dos Mandamentos, ou pelo menos problemas para progredir na virtude.

 

Qual é a solução?

 

Uma das muitas soluções – porque a Igreja é a cidade da salvação onde para tudo há diversas saídas – é exatamente aumentar a nossa Fé, é aumentar o nosso amor à Igreja Católica. Aumentando esse amor, cresce igualmente a nossa determinação para praticar o bem e a nossa repulsa ao mal. E, cumpre notar que, muitas vezes, as pessoas não têm suficiente aversão ao mal, porque no fundo não têm suficiente amor à Igreja.

 

A Igreja é a figura de Nossa Senhora, e é resplandecente e bela na terra, e devemos procurar amá-la a fim de nos prepararmos para amar Nossa Senhora no Céu. É necessário que tenhamos os olhos sempre voltados para a Igreja eterna, a Igreja imutável, que não se identifica com as misérias presentes e transitórias, a Igreja que devemos amar acima de todas as coisas no mundo. A Igreja na sua hierarquia, nos seus mil aspetos verdadeiramente divinos.

 

Recordemos, por exemplo, tudo quanto há de belo na infalibilidade papal, na figura de um homem infalível, governando a todos e a todos ensinando o caminho da verdade, num governo que não é temporal, mas do espírito. Nunca se concebeu, em matéria de governo, algo de tão bonito, de tão nobre quanto isso.

 

Consideremos, de outro lado, a Eucaristia. Deus verdadeira e realmente presente entre nós, embora oculto de modo misterioso sob as espécies eucarísticas, conferindo ao homem a possibilidade de ter com Deus um convívio tão íntimo e até insondável. Deus entra nesse homem e como que Se faz um com ele. Pode-se imaginar coisa mais esplêndida do que o Todo-Poderoso condescender em ter tal familiaridade com cada um dos homens que Ele criou?

 

Depois, o sacramento da Penitência. Pode-se conceber que inferno seria o mundo sem o confessionário? Se nós não pudéssemos nos abrir sobre os nossos pecados, e não tivéssemos a certeza do perdão? Que horror seria a incerteza sobre se Deus nos perdoou ou não, se estamos ou não em estado de graça, etc., etc.

 

Que obra-prima de sabedoria existe no confessionário, e no facto do segredo da confissão nunca ser traído!

 

E quanto mais o mundo afunda numa decadência moral, mais aparece os raios de luz que partem da Igreja, mais compreendemos o quanto ela é bela e digna de amor.

 

Quando nós pensarmos em tudo isso, encontraremos mais resolução para combater os nossos pecados e para praticar a virtude.

 

Que Nossa Senhora das Mercês nos ajude a isso. “mercê” é uma graça, é um favor. Nossa Senhora das Mercês é Nossa Senhora dos favores, disposta a todo momento a conceder-nos dons excelentes e a convidar-nos a pedi-los.

 

Tenhamos para com Ela esse tipo de relação muito filial e muito confiante, certos de que sobre nós descerão as misericórdias da nossa Mãe santíssima.

 

Plinio Corrêa de Oliveira

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